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Textão do Facebook

Na terça-feira, tive a infelicidade de deixar a tv ligada depois de assistir Supermax (único programa da globo que assisto por motivos de apoiar e incentivar esse tipo de produção, que envolveu muitos profissionais bacanas e é raro na tv aberta) e vi o começo do jornal da globo. Felizmente, já não lembro as palavras exatas, mas a abertura do jornal anunciava o resultado da votação em segundo turno da PEC 241 dos infernos, exaltando a decisão de uma medida ‘extremamente necessária’ depois de anos de ‘farra fiscal’ dos últimos governos. Todos os deuses bem sabem que nunca vou perdoar o Aécio Neves por ter me feito defender a Dilma (em mais de uma ocasião), mas não dá pra chamar gastos em políticas sociais (bem aquém do que o PT poderia ter feito, diga-se de passagem) de farra fiscal. Cortar os gastos públicos dessa forma serve apenas para precarizar ainda mais todos os serviços a fim de convencer a população da necessidade de privatização. A Vale não era lucrativa quando era estatal por pura ingerência – nunca deveria ter sido entregue, assim como a Petrobras também não deve, e isso para ficar apenas em um exemplo.
O Brasil é um país rico, tem arrecadação suficiente para oferecer uma estrutura de qualidade para sua população e garantir o sistema de previdência, mas não interessa à classe dominante que não exista pobreza: a pobreza é lucrativa. Enquanto tiver gente passando fome, vai ter mão de obra barata. Se o seu salário te permite apenas viver, sempre quase no limite das suas contas (quando paga as contas), você é apenas mais um escravo moderno.
A melhor forma de fazer parecer que temos um estado falido é continuar deixando a corrupção como sempre foi, quase invisível (por exemplo, admira que apenas o Itaquerão esteja sendo investigado de fato quando todos os estádios da Copa estouraram orçamento e foram erguidos por empresas tão corruptas quanto os políticos), e insistir que ainda existe uma dívida pública – hoje, impagável. Uma das maiores derrotas da esquerda imposta pelo governo Dilma foi o veto à auditoria dessa dívida. Ou você cuida do povo, ou paga banqueiros para sempre, muito mais do que deveria. A loucura da acumulação de capital não tem limites, os valores são cada vez mais astronômicos e não fazem sentido – tiram dinheiro de circulação da economia para transformar em especulação. Poucas pessoas juntas acumulam um capital maior que todas as outras – e para quê?
Eu sinceramente espero que esses movimentos de ocupações e protestos resultem, no mínimo, em uma geração mais consciente, politicamente participativa e com potencial de mudança. A geração de nossos pais perdeu boa parte dessas pessoas para a ditadura e a nossa geração esteve confortável o bastante para não se mexer muito (“ahhh mas teve o fora collor” – e teve a tv bancando o fora collor também). Não tem tv incentivando as ocupações, os protestos, o pensamento crítico. Pelo contrário. Então, por mais que eu não tenha muitas esperanças na humanidade e saiba que é tudo muito distante, pelo menos a longo prazo vou me permitir acreditar que há uma possibilidade chegando… 

Vale a pena 

“- E? – pergunta ele, com a voz, os olhos e as mãos um pouco instáveis. 

– E acho que você ainda é a única pessoa afiada o bastante para afiar alguém como eu. 

– Sou mesmo. – diz ele com aspereza. 

E eu o beijo. 

Seus braços deslizam ao redor de mim e me seguram com força, me levantando até eu ficar nas pontas dos pés. Mergulho meu rosto no seu olhar e fecho os olhos, apenas sentindo seu cheiro limpo, o cheiro do vento. Eu costumava pensar que, quando as pessoas se apaixonavam, elas apenas iam aonde fossem levadas, sem ter qualquer liberdade de escolha a respeito disso depois. Talvez isso seja o caso no começo dos relacionamentos, mas não é o que está acontecendo agora. 

Eu me apaixonei por ele. Mas não fico com ele de maneira automática, como se não existisse mais ninguém disponível para mim. Fico com ele porque decido fazê-lo todos os dias quando acordo e sempre que brigamos, mentimos um para o outro ou nos desapontamos. Eu o escolho continuamente, e ele me escolhe também.”

Antes de qualquer outra coisa, queria dizer que não existem minorias. Existe a ilusão de querer classificar todos aqueles que não são brancos, heterossexuais e cristãos como minoria, mas as minorias, juntas, já mostraram a força que têm, e vão conquistar muito mais, para o horror dos eleitores do infeliz Fidelix.
Agora, vou ao que eu queria dizer. Li uma fala de um jurista, sobre a PEC37, que indicava exatamente isto: do jeito que as coisas são por aqui, é bom deixar claro e óbvio até mesmo o que já estava garantido na Constituição.
Homens, mulheres, negros, brancos, idosos, crianças, heterossexuais, transexuais, gays… Todas as pessoas que aqui nascem ou que escolhem aqui para viver são cidadãos brasileiros e têm os mesmos direitos e deveres. Um casal hetero não pode transar no meio do Ibirapuera, por mais que queira, e nem um casal gay, ou um grupo afim de uma orgia. Mas pode andar de mãos dadas, trocar gestos de carinho e beijos em qualquer local público, e isso vale para qualquer um, sem correr o risco de sofrer uma violência, institucionalizada ou não. Da mesma forma, qualquer pessoa pode ser cristã, wiccan, muçulmana, budista ou o que for, a Constituição garante isso. E justamente por isso, a religião deve ser praticada como cada um acreditar: ir à missa ou ao culto, se reunir em casa ou na rua, rezar antes de dormir, comemorar seus feriados, reservar seus dias sagrados… O que for. Mas ninguém tem o direito de dizer para outra pessoa como ela deve se comportar. A religião, qualquer uma delas, deve ficar fora do Estado. Isso não quer dizer que os políticos não possam ser religiosos e professar sua fé, mas quer dizer que eles não podem decidir os rumos de um Estado Laico baseados na sua fé, submetendo outras pessoas às suas crenças. E proibir o casamento de gays, por exemplo, não é nada além disso. Afinal, queremos garantir que eles tenham o direito civil de se casarem: não estou defendendo que qualquer igreja seja obrigada a casá-los de acordo com seus sacramentos – embora me faça feliz saber que algumas já superaram isso. O mesmo serve para o aborto. Estudos já provaram que é uma questão de saúde pública, diversos países já entenderam isso e as estatísticas são positivas no que diz respeito à redução da morte materna. Tem que ser muito mau caráter para defender que o aborto viraria método anticoncepcional. É traumático, e é uma decisão da mulher. As religiosas que consideram isso errado não o farão. E isso não justifica tirar o direito daquelas que enxergam no aborto a única saída possível, seja pelo motivo que for. E daí podemos seguir para a legalização das drogas: há religiões que proíbem seus fiéis de beberem, e nem por isso vejo protestos para fechar a Ambev. Assim como, no Brasil, ninguém levaria a sério um judeu que quisesse proibir o consumo da carne de porco. Pq basta que quem não quiser, não consuma. E que quem quiser possa ter seu direito de ter um produto controlado, com qualidade e segurança.
Mas é sempre preciso reafirmar o óbvio e tenho me sentido cansada de fazer isso. Aí me lembro do companheiro Plínio, que nunca se cansou ou, se cansou, nunca desistiu. E venho aqui tentar explicar o óbvio. Se uma única pessoa me ouvir, se alguém considerar os meus argumentos, pesquisar sobre esses assuntos e conversar sobre eles, já valeu o esforço.

Eu pensei em fazer cinquenta motivos, mas eu sei que quase ninguém iria ler. Este texto mesmo, não sei se chegará a ser lido, mas acho importante deixar aqui a minha contribuição para o debate eleitoral.

1 – Uma bancada forte de oposição ao governo favorece o embate de ideias e a proposição de projetos que atendam às demandas sociais.

A eleição mais disputada e que mais tem atenção em toda a mídia é a eleição do chefe maior do estado, o presidente, seguida pela eleição dos governadores. Mas essas figuras, apesar de importantes, não são tão decisivas quanto as bancadas que são formadas na Câmara e no Senado. São os deputados e senadores que fazem a máquina burocrática girar, que concentram as propostas, projetos de lei, CPIs, PECs. São eles que votam nas decisões mais importantes de nosso país, cabendo ao presidente sancionar ou não suas escolhas. Mas, se a bancada parlamentar for forte e a pressão da oposição tiver respaldo popular, as chances de um veto a projetos de interesse público são nulas, e é apenas uma bancada comprometida com o interesse da sociedade que fará com que esses projetos não fiquem parados, nem sejam suplantados por outros que retirem direitos.

2 – Os parlamentares do PSOL têm desempenho acima da média no exercício do mandato, que é um mandato popular.

As premiações realizadas por entidades como Congresso em Foco (http://premiocongressoemfoco.com.br/ResultadoFinal.aspx) demonstram a relevância social de nossos parlamentares. Além disso, o partido tem em suas diretrizes a defesa dos direitos das mulheres, da diversidade sexual e o compromisso com o fim do genocídio da juventude negra. Convicções pessoais, religiosas e interesses particulares não podem interferir nos mandatos populares, que são construídos com a base do partido e sustentados por suas militâncias, que estão neste momento fazendo as campanhas de rua, conversando com a população e fazendo este mesmo debate. Isso acontece porque os mandatos populares são direcionados pelos núcleos e não pertencem ao parlamentar em si, mas a todo o conjunto do partido, que carregará as mesmas bandeiras, tendo uma atuação uniforme e de acordo com o determinado no Congresso do partido.

3 – O PSOL é o único partido de oposição à esquerda do governo.

Pesquisa realizada para o projeto Radar Parlamentar, da PoliGNU, demonstra (inclusive graficamente) esse posicionamento:

gráfico psol

Fonte: http://polignu.org/projeto/camaraws/pca

Isso significa, sim, que poderia haver uma dificuldade maior no quesito ‘governabilidade’, mas, ao mesmo tempo, evidencia a importância da existência do partido e do fortalecimento de suas bancadas para o pluralismo do debate político e para a defesa incisiva dos tradicionalmente excluídos.

4 – O PSOL não aceita doações de empresas.

Como você já deve ter ouvido falar por aí, o PSOL tem o compromisso de não aceitar doações de empresas. Entendemos que o financiamento privado de campanhas está na origem da corrupção e os números têm demonstrado que estamos certos. Algumas empresas fazem vultosas doações para os dois principais candidatos, sabendo que o resultado das eleições não importará, pois estarão garantidas (por exemplo, nessa notícia recente: http://www.folhapolitica.org/2014/08/tres-empresas-concentram-65-das-doacoes.html). Uma campanha construída sem doações de empresas garante a liberdade das pautas políticas, considerando que não haverá uma conta a ser paga.

5 – O ‘voto de protesto’ em candidatos aleatórios, como o Tiririca, ou branco/nulo não funciona.

Você sabe como funciona o quociente eleitoral? Fiz um texto sobre isso depois das eleições de 2012, que você pode ver aqui (https://botasbatidas.wordpress.com/2012/10/09/eleicoes-2012-quociente-eleitoral/), mas para não correr o risco da preguiça, vou tentar resumir: o seu voto não é do seu candidato, mas da coligação em que ele está. Assim, se eu voto no Zé do Transporte que é amigo do meu vizinho simplesmente porque eu não quero que o João da Farmácia ganhe, posso estar mesmo é ajudando a eleger o João. Como? Basta que os dois sejam da mesma coligação (isso mesmo, eu disse coligação, e não partido).  Isso acontece pq, antes de elegerem candidatos nominalmente, os partidos conseguem vagas. Aquele partido ou aquela coligação que tiver mais votos, independente da votação individual de cada candidato, é o partido que terá mais representantes eleitos. Primeiro os votos são contados para a coligação na divisão do quociente eleitoral, dando as vagas para a coligação, que depois as distribuem internamente entre os partidos coligados.

Vale lembrar que o quociente eleitoral é calculado depois das eleições, pois nesse cálculo entra apenas o número de votos válidos. Isso mesmo, se o voto é anulado ou em branco, é como se não houvesse voto. Esses votos servem apenas para aumentar o quociente eleitoral.

Esses são os cinco principais motivos pelos quais meu voto é 50. Mas existem muitos outros!

Estou colorida!

No fim das contas, a saga nem foi tão grande assim, pq logo percebi que eu faria besteira sozinha… Sou relaxada, e se eu já manchava meu cabelo usando o preto azulado, imagina uma tinta fantasia (que, por sinal, gostei bastante!). Fui na cabeleireira na quinta, meu cabelo estava ok para ser descolorido. E por uma feliz coincidência, ela poderia fazer meu cabelo no dia seguinte! Então lá fui eu!

Começamos às 16h e acho que saí de lá depois das 19h (ela tbm acertou as pontas e fez escova…). Seguem as fotos, que falam por si só…rs. No fim das contas, ficou do jeito que eu tinha pensado a princípio (bem diferente da foto do deep wine que postei antes) e gostei mais assim! Os produtos usados para descolorir foram da linha profissional da Wella e para pintar, a Deep Wine da Candy Color. Image

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Já estou na rotina de hidratação, nutrição e restauração. Os produtos para descolorir foram comprados e a tinta tbm. Foram muitas as ideias e as opções de cores (e na verdade, eu quero todas..rs). Mas a escolhida (com a ajuda do chefe, das colegas de trabalho, do namorido e do irmão) foi a Deep Wine, da Candy Color.

wineEu sei que dificilmente o resultado será esse logo de cara, sei que provavelmente meu cabelo precisaria de umas duas sessões de descoloração para pegar a cor desse jeito, mas a ideia geral é essa. A princípio eu tinha pensado em mechas rosas.. agora tô é achando que vou fazer inteiro. Na quinta-feira marquei cabeleireiro (indicação de uma amiga) para avaliar meu cabelo, ver o que podemos fazer para que tudo dê certo. Claro que já estou pensando em quando o cabelo estará platinado o bastante para um azul, um turquesa…rs. Mas sempre gostei de cabelos pretos e vermelhos. Essa é uma cor que fará muita diferença, sem fugir tanto de mim mesma.

Para a hidratação usei um creme de broto de bambu. Para a nutrição, óleo de semente de uva. E a reconstrução fiz com um creme da seda. Foi o que consegui encontrar por enquanto, e como meu cabelo não estava tão danificado, o creme da seda foi mais do que suficiente. Ainda espero a avaliação, mas já percebi a diferença!

Em setembro fiz 27 anos. Por  pelo menos dez deles sempre pensei que poderia ficar legal com o cabelo rosa. Mas nunca tive coragem de tentar até aparecer uma foto de um cabelo em degradê, com as raízes intactas, e lindamente rosa. E olha que rosa nem é das minhas cores preferidas…

Enfim, tenho pesquisado muito sobre o assunto e perguntado para pessoas que conheço e que já passaram pelo processo. Percebi que as mesmas dúvidas que tenho devem estar em muitas cabeças ainda não coloridas por aí e resolvi postar toda a saga, conforme minhas descobertas, mesmo sabendo que esse é um blog pessoal, e não direcionado para beleza. Até por isso, não tenho compromisso de frequência: seguirei meu cronograma de cabelo colorido…rs.

Para começar, recebi de uma amiga no facebook um link com diversas dicas, da página Cabelos Coloridos da Depressão Original.

Pelo meu cabelo ser muito fino e a descoloração sempre ter sido uma parte que me preocupa, vou começar com a hidratação, nutrição e restauração, mesmo considerando que a saúde do meu cabelo está em dia. Melhor prevenir do que chorar nos fios quebrados. Logo volto com os produtos escolhidos para a etapa inicial e fotos de como meu cabelo está hoje.